{"id":8754,"date":"2016-06-14T22:17:04","date_gmt":"2016-06-15T01:17:04","guid":{"rendered":"http:\/\/projetocineb.com.br\/?p=8754"},"modified":"2016-06-14T22:17:04","modified_gmt":"2016-06-15T01:17:04","slug":"cineb-exibe-novo-filme-de-tata-amaral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetocineb.com.br\/?p=8754","title":{"rendered":"CINEB exibe novo filme de Tata Amaral"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00a0Trago Comigo, novo filme de Tata Amaral, ser\u00e1 exibido na Regional Paulista, dia 23\/6 (quinta-feira). O longa-metragem<\/em><em> <\/em><em>traz mem\u00f3rias da ditadura militar no Brasil<\/em><em> e tem Carlos Alberto Riccelli em brilhante atua\u00e7\u00e3o<\/em><em>. A diretora e a atriz Paula Pretta participar\u00e3o de um debate ao final da exibi\u00e7\u00e3o do filme.<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>No\u00a0pr\u00f3ximo dia 23 de junho, o projeto CINEB far\u00e1 mais uma sess\u00e3o especial na Regional Paulista. Desta vez para exibir o filme <em>Trago Comigo<\/em> de Tata Amaral, que conta a hist\u00f3ria de um exilado da ditadura civil militar e entra em cartaz nos cinemas no dia 16.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8756\" aria-describedby=\"caption-attachment-8756\" style=\"width: 415px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/projetocineb.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Carlos-Alberto-Riccelli_Trago-Comigo-de-Tata-Amaral_Jacob-Solitrenick2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-8756   \" title=\"Carlos Alberto Riccelli_Trago Comigo de Tata Amaral_Jacob Solitrenick2\" src=\"http:\/\/projetocineb.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Carlos-Alberto-Riccelli_Trago-Comigo-de-Tata-Amaral_Jacob-Solitrenick2.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"233\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8756\" class=\"wp-caption-text\">Uma hist\u00f3ria sobre as mem\u00f3rias da ditadura civil-militar brasileira.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O longa conta a hist\u00f3ria do diretor de teatro Telmo, interpretada por Carlos Alberto Riccelli, que foi preso pela ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985), e posteriormente exilado. Quando \u00e9 convidado para dar uma entrevista, se d\u00e1 conta de que n\u00e3o tem mem\u00f3ria alguma dos meses que passou clandestino e de como aconteceu sua pris\u00e3o. Atrav\u00e9s da pe\u00e7a de teatro que passa a montar junto com seu jovem elenco, ele vai estabelecer um di\u00e1logo com as novas gera\u00e7\u00f5es, mergulhar na sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria e na hist\u00f3ria de seu pa\u00eds. Vai revelar para si e para todos aquilo que, de t\u00e3o doloroso, preferiu esquecer. Ao final da sess\u00e3o a diretora e a atriz Paula Pretta participar\u00e3o de um debate.<\/p>\n<p>Segundo a diretora, um dos aspectos do filme \u00e9 alimentar a discuss\u00e3o sobre fatos pouco conhecidos da \u00e9poca da ditadura civil-militar e as sequelas deixadas naqueles que viveram situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia em sua decorr\u00eancia. Esta atitude fica evidente diante do fato de que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds que, ao contr\u00e1rio da Argentina e do Chile, por exemplo, nunca puniu os crimes de tortura.<\/p>\n<p>Depoimentos reais de ex-militantes contr\u00e1rios ao regime militar dialogam diretamente com a a\u00e7\u00e3o da trama. Por exemplo, a ex-guerrilheira Crim\u00e9ia Alice Schmidt de Almeida afirma no filme: \u201cEu apanhei muito e apanhei do comandante. Ele foi o primeiro a me torturar e me espancou at\u00e9 eu perder a consci\u00eancia, sendo que eu era uma gestante bem barriguda. Eu tava no s\u00e9timo m\u00eas de gravidez\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_8760\" aria-describedby=\"caption-attachment-8760\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/projetocineb.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Tata-Amaral_Foto-Ding-Musa.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8760\" title=\"Tata Amaral_Foto Ding Musa\" src=\"http:\/\/projetocineb.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Tata-Amaral_Foto-Ding-Musa.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"501\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8760\" class=\"wp-caption-text\">Diretora Tata Amaral participar\u00e1 de um debate ap\u00f3s a sess\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p>J\u00e1 o jornalista Ivan Seixas, membro da Comiss\u00e3o de Familiares de Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos, relembra que colocaram sua m\u00e3e embaixo da sala de tortura &#8211; e ela ouviu a noite inteira, o dia inteiro, seu marido (pai de Ivan) ser torturado e morto. Os depoimentos revelam ainda a ang\u00fastia dos ex-militantes torturados pela ditadura militar em busca da verdade e da mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Nessas sequ\u00eancias documentais de <em>Trago Comigo<\/em> os nomes dos policiais e torturadores citados nos depoimentos foram suprimidos, pois estes nunca foram julgados e condenados e a produ\u00e7\u00e3o do filme correria o risco de ser processada judicialmente. Em 1979 o Estado brasileiro promulgou a Lei da Anistia n\u00e3o s\u00f3 para aqueles que haviam sofrido persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas sua reda\u00e7\u00e3o deu margem \u00e0 discuss\u00e3o e os torturadores tamb\u00e9m foram considerados anistiados. Os familiares ainda buscam informa\u00e7\u00f5es sobre os desaparecidos pol\u00edticos. Ap\u00f3s quase 40 anos, os arquivos dos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o militares continuam fechados.<\/p>\n<p>A cineasta Tata Amaral comemora, em 2016, 30 anos de carreira e 20 do lan\u00e7amento de seu primeiro longa-metragem, o premiad\u00edssimo <em>Um c\u00e9u de estrelas<\/em> (1997), considerado pela cr\u00edtica especializada um dos tr\u00eas filmes brasileiros mais importantes nos anos 1990. Ativista pelos direitos humanos, Tata traz em seu curr\u00edculo produ\u00e7\u00f5es como <em>Ant\u00f4nia<\/em> (2006) e <em>Hoje<\/em> (2011).<\/p>\n<p><em>Trago Comigo<\/em> \u00e9 o segundo longa-metragem consecutivo no qual a diretora trata das sequelas da ditadura civil-militar brasileira na vida de seus personagens. Tata Amaral j\u00e1 havia buscado expressar dramaturgicamente uma rela\u00e7\u00e3o problem\u00e1tica com o passado pol\u00edtico em <em>Hoje<\/em> (2011) &#8211; longa vencedor do Festival de Bras\u00edlia e premiado no Festival Internacional de Cinema Pol\u00edtico de Buenos Aires e no Festival de Cinema Unasur (San Juan, Argentina).<\/p>\n<p>Segundo a cineasta, o protagonista de <em>Trago Comigo<\/em> \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o do esquecimento da sociedade brasileira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. As recentes manifesta\u00e7\u00f5es pedindo a volta do regime militar, incluindo aquela do deputado Jair Bolsonaro exaltando Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido torturador pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a, deram ao filme atualidade inesperada.<\/p>\n<p>O longa, que mistura depoimentos reais com a fic\u00e7\u00e3o, conta com a participa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia Teles, v\u00edtima de Ustra e autora da a\u00e7\u00e3o que o reconheceu como torturador. Apesar da seriedade do tema, o filme n\u00e3o se furta a momentos divertidos ou emocionantes, sobretudo aqueles que revelam diferen\u00e7as entre gera\u00e7\u00f5es. <em>\u201cO desafio de <\/em>Trago Comigo<em> e mesmo de <\/em>Hoje<em>, \u00e9 encontrar uma express\u00e3o dram\u00e1tica para o que chamamos de rela\u00e7\u00e3o problem\u00e1tica com o passado, um passado que insistimos em deixar no esquecimento. Assim, as mem\u00f3rias de Telmo s\u00e3o pouco a pouco reveladas, n\u00e3o como num flashback realista, mas como um espa\u00e7o distinto da a\u00e7\u00e3o do filme, que \u00e9 a pe\u00e7a montada no futuro\u201d<\/em>, afirma Tata sobre um dos dispositivos criativos usados no longa. Outro dispositivo \u00e9 a montagem entre os depoimentos reais e a fic\u00e7\u00e3o, tecidos ao longo da trama.<\/p>\n<p><em>Trago Comigo<\/em> ganhou, em 2015, pr\u00eamio de Melhor Filme pelo J\u00fari Popular no 10\u00ba Festival de Cinema-Latino Americano de S\u00e3o Paulo e tamb\u00e9m Melhor Filme no Festival Internacional de Cine y Derechos Humanos de Sucre, na Bol\u00edvia. O longa foi montado a partir da s\u00e9rie hom\u00f4nima realizada e veiculada pela TV Cultura e o SescTV em 2009, produzida atrav\u00e9s do Projeto Dire\u00e7\u00f5es, III Edi\u00e7\u00e3o, e ser\u00e1 lan\u00e7ado nos cinemas quase simultaneamente ao lan\u00e7amento em DVD.<\/p>\n<p>CURRICULOS<\/p>\n<p><strong>Paula Pretta<\/strong><\/p>\n<p>Nasceu na Zona Norte de S\u00e3o Paulo. \u00c9 atriz, cantora, compositora e produtora de cinema. Trabalha com v\u00e1rios nomes da cena cinematogr\u00e1fica, teatral , musical e\u00a0art\u00edstica desde 1989. Ingressou no cinema nacional em 2000, como atriz no longa <em>Contra Todos<\/em> do diretor Roberto Moreira. A convite da diretora Tata Amaral fez a pesquisa e produ\u00e7\u00e3o de elenco do filme <em>Ant\u00f4nia<\/em> devido \u00e0 sua trajet\u00f3ria como cantora\/MC e compositora no Rap Nacional.<\/p>\n<p>Participa\u00e7\u00f5es como atriz nos longas: <em>De Menor<\/em> de Caru Alves de Souza; <em>Trago Comigo<\/em> de Tata Amaral; <em>\u00c9 proibido Fumar<\/em> de Anna Muylaert; <em>As Melhores Coisas do Mundo<\/em> de La\u00eds Bodansky; <em>O quanto Dura o Amor<\/em> de Roberto Moreira; <em>Se Deus Vier que Venha Armado<\/em> de Luiz Dantas; <em>O Gal\u00e3<\/em> de Francisco Ramalho; entre outros.<\/p>\n<p>Trabalho em Companhias de Teatro: Gestus N\u00facleo de Cria\u00e7\u00e3o e Pesquisa Teatral, St\u00fadio Teatro X, Cia. Triptal Desisos, Cia. De Teatro aos Tragos, Cia. Uzina Uzona.<\/p>\n<p>Shows e performances junto aos artistas e m\u00fasicos da cena contempor\u00e2nea e multim\u00eddia: Luiz Duva, Coletivo Embolex, Coletivo Bijari, Cia. Cachorra, Palumbo, Andr\u00e9 Abujamra, Camilo Rocha, Z\u00e1frica Brasil, Wilson Sukorski, Rachel Rosalem, Ver\u00f4nica Cordeiro.<\/p>\n<p>Desde 1999 faz parte do Grupo Afro Il\u00fa Oba de Min como MC, compositora e cantora, trazendo para as ruas,\u00a0um dos cortejos carnavalescos mais respeitados de S\u00e3o Paulo. Seu trabalho de artista consiste na pesquisa da diversidade cultural e \u00e9tnica que comp\u00f5e nosso pa\u00eds, nas dificuldades que as periferias e os exclu\u00eddos e marginalizados, sempre enfrentaram na sociedade, e a difus\u00e3o e mem\u00f3ria da \u00a0nossa Cultura Afro-Brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p><strong>CINEMA BRASILEIRO NA REGIONAL PAULISTA<\/strong><br \/>\n<strong>FILME: TRAGO COMIGO<\/strong><br \/>\nDIA: 23 DE JUNHO \u2013 QUINTA-FEIRA \u2013 19hs<br \/>\nLOCAL: Regional Paulista do Sindicato dos Banc\u00e1rios<br \/>\nENDERE\u00c7O: Rua Carlos Sampaio,305<br \/>\nPONTO DE REFER\u00caNCIA: \u2013 Pr\u00f3ximo metr\u00f4 Brigadeiro<br \/>\nRESERVAS \u00a0DE CONVITES: Pessoalmente \u00a0na Regional ou por \u00a0e-mail <a href=\"mailto:producaocineb@brazucah.com.br\">producaocineb@brazucah.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Trago Comigo, novo filme de Tata Amaral, ser\u00e1 exibido na Regional Paulista, dia 23\/6 (quinta-feira). 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