Sessão exibida dia 29-07-26
Fotos e texto: Thaís Nozue

A Regional Osasco do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região se transformou em uma verdadeira sala de cinema na noite de quarta-feira, 29 de julho, para receber uma sessão especial de “O Velho Fusca”. A atividade reuniu bancários, convidados, integrantes do Clube do Fusca de Pirituba, profissionais do audiovisual e admiradores do cinema brasileiro em uma noite marcada por memórias, emoção e troca de experiências.
Antes mesmo da exibição, o público foi recebido por uma exposição especial montada na garagem da Regional Osasco. Quatro fuscas ficaram em destaque no local: um deles pertencente ao técnico de audiovisual do CineB, Luan, e os outros três levados pelo Clube do Fusca de Pirituba. A presença dos veículos ajudou a transportar os participantes para o universo do filme e reforçou a relação afetiva que diferentes gerações mantêm com um dos automóveis mais populares da história brasileira.














O auditório da regional, localizado na Rua Castelo Branco, 150, foi preparado especialmente para proporcionar ao público a experiência de uma sala de cinema. Logo na entrada, os participantes receberam a tradicional pipoca do CineB e puderam ocupar o espaço para acompanhar a exibição em clima de acolhimento e celebração do audiovisual nacional.











A abertura da sessão foi realizada por Cidálio Vieira Santos, coordenador do CineB; Wellington Prado Corrêa, coordenador da Regional Osasco; e Ronaldo Bettini Junior, produtor de “O Velho Fusca”. Os representantes deram as boas-vindas ao público e destacaram a importância da parceria para ampliar a circulação do cinema brasileiro e criar novos espaços de encontro entre os filmes e seus espectadores.

Durante a exibição, a história conquistou a plateia com momentos de humor, afeto e emoção. O longa utiliza a viagem a bordo de um Fusca como ponto de partida para abordar conflitos familiares, relações entre diferentes gerações e a possibilidade de reconstruir vínculos. Ao final, o público permaneceu no auditório para um debate com Ronaldo Bettini Junior, que compartilhou detalhes do processo de produção e ouviu comentários de espectadores que se reconheceram nas situações apresentadas na tela.
A atividade terminou com o sorteio das camisetas comemorativas pelos 19 anos do CineB, encerrando uma noite em que o automóvel exposto na garagem deixou de ser apenas uma peça de coleção para se tornar símbolo de histórias familiares, encontros e lembranças compartilhadas.












Para Júlio César Rocha, integrante do Clube do Fusca de Pirituba, a relação entre o carro e a narrativa foi um dos destaques da produção.
“Eu não conhecia o CineB. Temos um clube de Fusca há mais de 20 anos e participamos de eventos e encontros. A história do filme é muito boa, e usar o Fusca para aproximar as famílias foi muito acertado. O carro traz essa ideia de proximidade, de união familiar. Foi um projeto muito bacana.”
Júlio também aproveitou a oportunidade para convidar o público para o próximo encontro do clube, programado para acontecer no Shopping Tietê, dia 02 de agosto (doming) com a presença de diversos veículos para visitação dos admiradores.

José Amanso da Silva Neto também teve seu primeiro contato com o projeto e com o filme naquela noite.
“Eu não conhecia o filme antes da sessão e gostei muito. Foi uma oportunidade de conhecer um pouco mais do cenário brasileiro, com o qual eu ainda não tinha tanto contato. Eu sabia que o Cidálio tinha um projeto de cinema, mas não conhecia o CineB até hoje.”

Já Jupira Moreira acompanha há muitos anos o trabalho desenvolvido pelo coordenador do projeto e destacou a importância de ampliar o acesso à cultura.
“Eu conheço o Cidálio desde o ano 2000 e acompanho esse trabalho há muito tempo. Ele já levou cinema para o bairro onde morei e onde trabalho. Está sempre querendo fazer mais. É uma iniciativa muito importante porque nem todo mundo tem esse acesso. O filme de hoje foi emocionante. Parabéns ao CineB.”

Para Wellington Prado Corrêa, dirigente do Banco Santander e coordenador da Regional Osasco, a sessão foi também uma oportunidade para conhecer de perto a dimensão do trabalho realizado pelo projeto.
“Foi minha primeira sessão do CineB e foi maravilhosa. Eu não esperava todo esse alcance, com pessoas de diferentes regiões próximas a Osasco. É uma iniciativa muito importante para a sociedade e também para nós que estamos dentro do sindicato, porque conhecemos os realizadores e entendemos melhor quais mensagens os filmes querem transmitir.”
Ele ressaltou ainda a capacidade do cinema de provocar reflexões em meio a uma rotina profissional cada vez mais exigente.
“No dia a dia do trabalho bancário, que é um ramo tão complicado, precisamos de mensagens que tragam um pouco mais de sanidade, amor e compaixão ao mundo. Foi maravilhoso e espero que alcance muitos outros colegas, comunidades e pessoas que não sejam necessariamente bancárias.”

A atriz Bruna Oliveira, que acompanha o CineB há mais de uma década e já teve trabalhos exibidos pelo projeto, chamou atenção para a dificuldade enfrentada pelo cinema nacional na distribuição.
“O CineB está presente na minha vida há mais de dez anos. É muito importante levar o cinema nacional ao público porque não temos espaço suficiente nas salas comerciais. Produzimos os trabalhos, mas muitas vezes não conseguimos exibi-los. Além disso, ir ao cinema ficou caro e elitizado. O CineB leva essa possibilidade para as comunidades, e é sempre muito bom estar aqui.”

Durante o debate, o produtor Ronaldo Bettini Junior ressaltou que projetos itinerantes e gratuitos contribuem para criar novas plateias e estabelecer uma conexão mais profunda entre os realizadores e o público.
“Quando o Cidálio me apresentou o CineB, achei o projeto sensacional. Abrir novas telas para o filme nacional e criar novas plateias é fundamental para o nosso trabalho. Se enfrentamos dificuldades na distribuição convencional, precisamos ser criativos para chegar ao público por outros formatos.”
Para o produtor, o diferencial da iniciativa está também na oportunidade de conversar com os espectadores após a sessão, permitindo que a experiência vá além do ato de assistir.
“A gente não está apenas abrindo espaço para as pessoas consumirem o que aparece na tela. Poder contar um pouco mais, debater e discutir o filme faz com que o público se apaixone pelas nossas histórias. O grande valor do cinema nacional é a possibilidade de nos identificarmos, nos entendermos e nos enxergarmos na tela.”
Ronaldo também comentou a satisfação de acompanhar as reações da plateia ao trabalho que levou tanto tempo para ser realizado.
“Ver as pessoas se emocionando, dando risada e participando é maravilhoso. A experiência coletiva é muito importante. A risada de uma pessoa contagia a outra, assim como a emoção. Quando alguém conta que o filme fez lembrar dos pais, dos avós ou de alguém próximo, isso mostra que a história conseguiu criar uma conexão verdadeira.”

Ao final, o produtor agradeceu ao CineB e à equipe da Regional Osasco pela oportunidade de apresentar o longa em um formato que promoveu não apenas a exibição, mas também o encontro direto com o público.
A sessão especial de “O Velho Fusca” reafirmou a importância de iniciativas que aproximam o cinema brasileiro dos espectadores e criam espaços para que histórias nacionais circulem, sejam discutidas e permaneçam na memória. Entre fuscas estacionados na garagem, pipoca, risos, lágrimas e depoimentos, a Regional Osasco viveu uma noite em que cinema e afeto percorreram juntos o mesmo caminho.

Sobre o CineB
Desde 2007, o projeto já atingiu um público de 96.325 espectadores em mais de 792 sessões gratuitas realizadas em comunidades e universidades de São Paulo. O CineB percorreu cerca de 300 bairros da cidade de São Paulo e 24 cidades fora da capital.
Ao longo destes 19 anos, o projeto criou o Selo CineB do Cinema Brasileiro, com quatro DVDs reunindo 18 curtas-metragens selecionados, além de promover o Prêmio CineB do Cinema Brasileiro, homenageando 257 entidades e 193 diretores.
Até hoje, já foram exibidos 189 longas-metragens e 132 curtas-metragens, além de diversas pré-estreias exclusivas. Durante a pandemia, o CineB também desenvolveu iniciativas como CineB On-line, CineB na Janela e CineB Autorama, garantindo acesso ao cinema mesmo durante o período de isolamento social.
Vejas as fotos da noite


































































































































































































